Dicas de Fluxo de caixa

Flexibilização e negociação são as palavras da vez

Dicas práticas:

  • Faça um levantamento de todas as despesas e receitas dos próximos meses. Assim, será possível saber quanto será preciso gastar com cada despesa e quanto dinheiro será necessário para manter o negócio nesse período. Priorize os gastos fixos e enxugue os variáveis;
  • Em tempos de baixa arrecadação, a primeira medida é reduzir os custos. Tente renegociar algumas despesas e contratos, diminuir a conta de energia, entre outras medidas para controlar o caixa;
  • O governo federal adiou o pagamento do Simples Nacional para pequenas empresas. Isso já pode dar uma folga nos próximos meses.
  • Verifique se é possível prolongar os prazos de pagamento com fornecedores, diminuir o prazo de recebimento e negociar as taxas cobradas por empresas de cartões de crédito, vouchers, tíquetes e delivery.
  • Tente manter seu quadro de funcionários, procurando negociação e flexibilização. Sem conseguir produzir e também para evitar contágio entre colaboradores, algumas empresas estão antecipando férias e dando férias coletivas, por exemplo.
  • Desde que respeitados os critérios de higiene e de controle da COVID-19, bares e restaurantes podem seguir entregando seus produtos aos clientes por meio do sistema de delivery e manter as vendas por outros canais, como redes sociais. Também há muitos aplicativos que podem te ajudar;
  • Períodos de baixo consumo são ideais para fazer promoções e vender produtos que já estão há muito tempo em estoque. Aproveite!

No nosso último Menucast – o podcast oficial da Menu – você também encontra conselhos valiosos do economista e CEO da Menu, Leonardo Almeida. Confira aqui:

Conheça agora todas as medidas econômicas que vão ter impacto direto no seu negócio

Onde posso procurar crédito?

  • BNDES

Como iniciativa de apoio ao enfrentamento dos efeitos econômicos da pandemia do coronavírus, o BNDES expandiu a oferta de capital de giro da linha de crédito para negócios com faturamento anual de até R$ 300 milhões até 30 de setembro 2020, com limite de financiamento de até R$ 70 milhões por ano. A carência é de até 24 meses e o prazo de financiamento, de até 60 meses.

O objetivo é oferecer crédito rápido e flexível para micro, pequenas e médias empresas. Pelo menos R$ 5 bilhões estarão disponíveis para apoio às MPMEs.

Para quem: micro, pequenas e médias empresas com faturamento anual de até R$ 300 milhões. 

Onde: Bancos parceiros em todo território nacional. 

  • Governo de São Paulo

O Governo de SP anunciou a liberação de R$ 225 milhões para impulsionar a economia de SP diante do impacto econômico do Covid-19. O dinheiro extra será aplicado por meio dos programas Banco do Povo e Desenvolve SP que incentivam o empreendedorismo e a geração de emprego e renda.

Serão R$ 200 milhões em crédito com condições especiais de financiamento para oferecer mais liquidez a empresas paulistas. Outros R$ 25 milhões serão oferecidos em financiamentos do Banco do Povo.

Para quem: – no Desenvolve SP: depende da linha de crédito. 

– no Banco do Povo: Micro e pequenos negócios formais (MEIs, MEs, LTDAs e EIRELIs) e também microempreendedores urbanos e rurais, inclusive os do setor informal. 

Onde: Estado de São Paulo.

  • Governo do Rio de Janeiro

O governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou uma linha de crédito emergencial de R$ 320 milhões destinada para microempreendedores individuais (MEIs), micro e pequenas empresas. As novas solicitações de microcrédito têm limite de R$21 mil e as linhas de crédito para micro, pequenas e médias empresas podem ter um limite de até R$500 mil. 

Para quem: MEIs e micro, pequenas e médias empresas fluminenses. 

Onde: Estado do Rio de Janeiro.

  • Banco do Nordeste

A instituição, subordinada ao governo federal, irá oferecer crédito para capital de giro com até seis meses de carência. A expectativa é que o montante ofertado alcance R$ 1,5 bilhão entre abril e setembro.

Para quem: Depende da linha de crédito. 

Onde: Banco do Nordeste.

Mais prazo para pagar o Simples Nacional?

Sim! O Governo Federal anunciou a prorrogação do prazo, por seis meses, para pagamento dos tributos federais no âmbito do Simples Nacional.

Quais são esse tributos?

  • Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica;
  • Imposto sobre Produtos Industrializados;
  • Contribuição Social sobre Lucro Líquido;
  • Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social;
  • Contribuição para o PIS/Pasep;
  • Contribuição Patronal Previdenciária. 

Como fica a agenda?

  1. Período de Apuração Março de 2020, com vencimento original em 20 de abril de 2020, fica com vencimento para 20 de outubro de 2020;
  1. Período de Apuração Abril de 2020, com vencimento original em 20 de maio de 2020, fica com vencimento para 20 de novembro de 2020; e
  1. Período de Apuração Maio de 2020, com vencimento original em 22 de junho de 2020, fica com vencimento para 21 de dezembro de 2020.

Para quem: contribuintes do Simples Nacional.

Onde: todo território nacional.

E os trabalhadores autônomo e informal que precisam de auxílio?

O Plenário do Senado aprovou, no último dia 30, auxílio emergencial por três meses no valor de R$ 600,00 para trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa. O auxílio é limitado a duas pessoas da mesma família. Se a mãe de família for a única trabalhadora e responsável pelo lar, terá direito ao valor de R$ 1,2 mil mensais.

Para quem: maiores de 18 anos, sem emprego formal, não-titulares de benefício previdenciário ou assistencial (ressalvado o bolsa-família), com renda familiar mensal total de até três salários mínimos e que tenha recebido em 2018 rendimentos tributáveis de até R$ 28.559,70. Serão beneficiados os trabalhadores informais, autônomos, desempregados e Micro Empreendedor Individual (MEI).

Quanto: R$600 por mês durante 3 meses.

Onde: em todo território nacional, com regras a serem definidas pelo projeto de lei.

Como receber o auxílio?

A Caixa Econômica Federal lançou, na última terça-feira (7), o site e o aplicativo por meio dos quais autônomos e trabalhadores informais poderão se cadastrar para receber o auxílio emergencial no valor de R$ 600 – R$ 1200, no caso de mães responsáveis pelo sustento da família. 

O site para solicitação do benefício, que será pago por três meses, é:  https://auxilio.caixa.gov.br/

O app CAIXA – Auxilio Emergencial, por sua vez, está disponível para celulares Android IOS (da Apple).  O download pode ser feito tanto na App Store, quanto na Play Store.

Apoio a médias e pequenas empresas

O governo federal anunciou, no último dia 27, a criação de uma linha de crédito para o pagamento de salários de funcionários de pequenas e médias empresas por até dois meses. Em contrapartida, o empresário terá que se comprometer a não demitir os trabalhadores em decorrência da crise causada pela pandemia do coronavírus.

No total, o volume de investimento poderá chegar a R$ 40 bilhões (R$ 20 bilhões por mês) e atender cerca de 1,4 milhões de empresas e 12,2 milhões de trabalhadores.

Podem aderir empresas com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões por ano. Os juros serão de 3,75% ao ano (igual à taxa básica, Selic), com seis meses de carência para pagar, em até 30 meses.

O crédito deve estar disponível nas próximas semanas.

Medida Provisória 936

Com o objetivo de evitar demissões em massa por causa da crise do novo coronavírus, o governo publicou, no último dia 1º, a Medida Provisória 936. Ela traz novas regras sobre redução de jornadas e salários e suspensão do contrato de trabalho específicas para o período de calamidade pública

A MP permite que empresas façam acordo direto com o empregado, sem o sindicato, para diminuir a jornada e o salário, ou suspender o contrato de trabalho por tempo determinado. Para compensar os trabalhadores atingidos, a MP 936 cria um benefício pago pelo governo e dá estabilidade no emprego.

Qual a diferença entre redução de salário e suspensão do contrato?

A redução de salário só pode acontecer se o empregado continuar trabalhando, mas com diminuição proporcional da jornada, sem alteração no valor da hora trabalhada.

Na suspensão do contrato, o empregado fica sem trabalhar por até 60 dias e deixa de receber salário. Durante esse tempo, receberá ajuda do governo e outras verbas que não configuram salário.

A previsão do governo é que cerca de R$ 51,6 bilhões sejam destinados ao programa. O benefício emergencial será pago mensalmente aos afetados, pelo tempo que durar a suspensão de seu contrato ou a redução de sua jornada.

WaddasDicas de Fluxo de caixa